Ao longo das últimas décadas, a produção industrial de nosso município, que começou acanhada, tem modificado profundamente o espaço geográfico em que vivemos. A indústria de alimentos deu o pontapé inicial destacando José Bonifácio no cenário industrial do país. Os frigoríficos, indústrias de doces e conservas, nesta época parecia ser a grande vocação desta terra - ser um pólo de grande produção alimentícia - mas logo a frente a ideia não se concretizou. Tivemos então um crescimento a passos largos da indústria de confecção, fábricas se desenvolveram graças à capacidade administrativa de nossos empresários locais e desta vez pensávamos que José Bonifácio tinha realmente encontrado a sua vocação. Vieram as crises e tais empresas ficaram sufocadas diante da recessão, chegando ao ponto de perder industria de renome nacional. Recentemente, impulsionada pela boa terra e clima, começam a se instalar em nossa cidade e região as usinas de açúcar e álcool, prometendo um desenvolvimento jamais visto em nossa cidade, pois além delas, também seguiriam seu caminho as indústrias de terceirização e serviço. Tudo isso acontecendo, sem que o poder público participasse efetivamente com planos, projetos e incentivos para fomentar nossa industrialização, pois apesar do crescimento acelerado da população, nossos políticos pouco se preocupam com o assunto, pois o que notamos foi a criação de apenas um pólo industrial, sem políticas específicas e que estimulassem o seu desenvolvimento. Se a indústria cresceu, foi graças ao esforço de bonifacianos que colocaram suas ideias empreendedoras além do sonho e do papel.
José Bonifácio possui um grande potencial de industrialização, por sua localização privilegiada, seu solo fértil, sua água e sua gente. Precisamos acordar para essa revolução, deixar de pensar de forma provinciana e começar pelo campo. Fomentar a formação de cooperativas e novas técnicas que facilitem e aumentem a produção agro-pecuária, criar um grande projeto para concretização do comercio local em regional e junto a ele um plano de desenvolvimento e incentivo à industrialização, sem se esquecer de criar condições para a qualificação de mão-de-obra. Sabemos que a importância do trabalho vai além das necessidades do capital, pois envolve também as necessidades humanas individuais. Através do seu trabalho, o homem não apenas produz bens individuais e coletivos, os quais promovem o desenvolvimento pessoal, familiar e de uma nação, mas também passa a desempenhar influência plena sobre o indivíduo e sua relação com o meio em que vive. É a relação de compra e venda da força de trabalho a responsável pela estruturação do nível sócio-pessoal do trabalhador, determinando seus rendimentos, maneiras de diversão, horários de trabalho, local onde executa suas atividades, círculo de amizades, sua satisfação com as atividades desenvolvidas, suas recompensas, direitos e deveres.
Portanto, o trabalho é de vital importância para o ser humano. Ele é uma ação humanizada exercida num contexto social, que sofre influências oriundas de distintas fontes, o que resulta numa ação recíproca entre o trabalhador e os meios de produção. Além disso, o trabalho é uma fonte de prazer e satisfação e está relacionado com as expectativas de progresso e desenvolvimento pessoal. Visto como um desafio, o trabalho é uma forma de autorealização. Por fim, é o trabalho uma fonte de sobrevivência, não somente para a pessoa, mas para o município, que através dele aumenta sua arrecadação e em consequência oportuniza melhores condições para todos.