A partir de 21 de agosto, todas as empresas brasileiras com mais de dez funcionários terão que mudar o equipamento de ponto eletrônico usado no controle de entrada e saída de funcionários.
O novo equipamento se parece com o atual. A diferença surge quando o funcionário se identifica. A partir do momento que o funcionário passa o cartão pelo leitor ou revela sua digital, ele vai automaticamente emitir um ticket com os principais dados do servidor, hora de entrada e de saída, incluindo até o número do PIS e o CNPJ da empresa.
Porém, a Câmara de José Bonifácio saiu na frente mais uma vez e desde junho já usa o ponto eletrônico com emissão de ticket para todos os funcionários.
Vale lembrar que fornecer o comprovante dos horários de entrada e saída dos funcionários vai virar obrigação para as empresas com mais de dez empregados.
“O que nós queremos não é punir ninguém que está adotando com transparência. É apenas dar ao trabalhador o direito de conferir a sua hora extra, o seu horário, para poder receber aquilo que faz jus”, justificou Carlos Lupi, ministro do Trabalho. Para as centrais sindicais, o projeto dá ao trabalhador um instrumento de controle de suas horas de trabalho.
Para cumprir a regra, máquinas novas serão necessárias, mas os fabricantes acreditam que só vão conseguir fornecer 30% do que o mercado precisa até o fim do prazo, no dia 21 de agosto.
Os fabricantes já trabalham com a capacidade máxima e, mesmo assim, vão ter dificuldades para abastecer todo o mercado. O cálculo é que cerca de 600 mil relógios de ponto eletrônicos terão que ser substituídos pelos novos aparelhos em todo o país, mas as indústrias do setor dizem que só conseguem produzir 100 mil equipamentos por mês.